VIVÊNCIAS

Há na alma humana um anseio por plenitude. Contemplar o belo na paisagem, deixar-se enlevar por uma composição musical, permitir que a leitura de um poema preencha nossos corações… nos torna plenos e eternos por um momento.  Compartilhar vivências que nos intuem plenitude – e buscar com que se expressem em realizações – torna nossa existência definitivamente significativa. As primeiras representações de jardins que temos conhecimento aparecem em afrescos egípcios da

Jardim de Nebamun (1400-1350BC) British Museum em Londres

antiguidade.  O Jardim de Nebamun é considerado a mais antiga cena de jardim que podemos contemplar na atualidade. Esse pequeno fragmento foi extraído das paredes da câmara mortuária de Nebamun, provavelmente um rico oficial egípcio da 18º dinastia do império novo (1400-1350BC). Palmeiras e árvores frutíferas aparecem distribuídas simetricamente ao redor de um pequeno espelho d’água retangular, com peixes, aves e flores aquáticas, provavelmente a flor de lótus egípcia. A cena sugere prosperidade em cada detalhe. Impossível saber se trata-se de uma vida terrena de Nebamum ou evocada para além dela. O homem da antiguidade egípcia frequentava dimensões da realidade que não são acessíveis ao ser humano da nossa época, sua produção artística reflete essa amplitude.  O cotidiano e o imaginário se fundem nas representações.

A pureza do colorido mineral, dos pigmentos extraídos da terra, a inocência das representações iconográficas evocam no nosso interior um misto de beleza original e transcendência.

 

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