RESERVA E TRADIÇÃO NAS RUAS DA VELHA MEDINA DE CASABLANCA
Muitos são os estágios da evolução humana em um mesmo tempo histórico. A vida no interior da velha Medina de Casablanca conserva-se reservada e medieval. Os véus e as túnicas silenciam as pessoas – homens e mulheres. O comércio se alastra ao longo de um labirinto de vielas estreitas, rente ao chão, e se expande precário em tapetes e esteiras, sempre que o traçado caótico das ruas se configura em um largo ou uma praça. Negocia-se tudo: o velho, o quebrado e, aos nossos olhos, o que já não tem sentido. A vida parece reciclar-se sem a necessária renovação.
As moradias possuem portas e janelas voltadas para as inúmeras ruelas laterais, ainda mais estreitas – um labirinto secundário, inacessível aos estrangeiros.
As galinhas chegam amontoadas em gaiolas para serem abatidas na frente do comprador. Os pescados chegam em carriolas de mão… direto do mar. As oficinas ocupam as calçadas e o trabalho de tecer, forjar e reparar acontece diante dos nossos olhos. Aprende-se o ofício da sobrevivência nas ruas da velha Medina.
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