VIVÊNCIAS . OS ARQUÉTIPOS DA ALMA HUMANA
Entre os espaços sagrados, o inferno e o paraíso são os arquétipos mais presentes na alma humana. O jardim sempre foi associado ao paraíso. Em termos bíblicos, o paraíso é o primeiro jardim do homem. Lugar onde natureza e o ser humano se reconhecem.
A natureza se mostra gentil e generosa, a intervenção do homem bela e sábia. Imagens do jardim do paraíso nos são reveladas de modo magnífico através das obras dos pintores de paisagem. As diferentes feições que o jardim do paraíso assume ao longo da história revelam a transformação da alma humana.
Os arquétipos são atemporais, a alma humana, contudo, se molda à sua época.
Os manuscritos iluministas da idade média revelam as primeiras cenas idealizadas do paraíso. São imagens ricas em simbolismos, destinadas a inspirar devoção e fé.
Esse pequeno painel de madeira foi pintado por um artista alemão conhecido apenas como Upper Rhenish Master (Mestre do Alto Reno) provavelmente entre 1410 e 1420.
O jardim do paraíso na idade média é atemporal, todas as espécies vegetais florescem e frutificam ao mesmo tempo. Separado por muros da maldade do mundo, ali habitam serenamente a Virgem Maria, o menino Jesus, anjos e santos. O Arcanjo Micael traz o demônio submisso, acorrentado aos seus pés. São Jorge aparece sentado ao lado de um dragão humilhado e inofensivo, domesticado como um cão. O mal não é extinto do paraíso, mas subjugado ao poder divino.
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