INTERNA & EXTERNA . DIÁRIO DE VIAGEM . VALE DOURO, NORTE DE PORTUGAL

A proximidade da colheita das uvas na região do Douro, norte de Portugal, envolve a paisagem do vale em aromas e esperança.

Navegamos pelo Rio Douro em uma pequena embarcação portuguesa construída em 1963, inteiramente em madeira. As encostas cultivadas que margeiam o rio mergulham abruptamente na água em vários trechos e parecem encontrar-se a grande profundidade, no leito em cunha.

Os vinhedos carregados de uvas maduras ondulam interminavelmente pelas encostas do vale e suavizam a verticalidade muitas vezes trágica da paisagem. A beleza, contudo, não esconde o trabalho insano do homem em tornar o solo fértil e próspero. As águas convulsivas do Douro, navegáveis.

As vinhas e oliveiras enraízam em patamares estreitos, arrimados em pedras, rendendo-se à proposta humana de esculpir a paisagem. Acostumados que estamos a ver a brutalidade humana exercendo seu domínio sobre a terra, é sublime ver a comunhão entre o homem e a natureza.

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